Para que a certificação CBAP® (Certified Business Analysis Professional) seja respeitada internacionalmente, o IIBA® definiu critérios claros (com isso não quero dizer fáceis) para que ela seja obtida.
O primeiro critério é a experiência. É necessário possuir 7.500 horas de trabalho como analista de negócios nos últimos 10 anos. É claro que nem eu, nem você provavelmente nos reconhecíamos como analistas de negócios há seis ou sete anos, mas temos que lembrar que o ponto aqui são as atividades que você exercia e não o seu cargo. As dicas para compreender quais atividades são essas estão dentro do próprio BABOK® e eu as citei neste post.
O segundo critério é conhecimento sobre pelo menos quatro das seis áreas de conhecimento do BABOK®. Isso se demonstra através de uma prova que, ainda não pode ser feita no Brasil (o IIBA SP está trabalhando para trazer a prova para cá). Neste ponto gosto de lembrar que conhecimento não significa crença absoluta. Você pode (e deve) ter suas próprias opiniões sobre a análise de negócios, mas precisa conhecer o BABOK®. Acredito ser uma obrigação do profissional conhecer seu BOK a fundo, comprar o PDF, imprimir e rabiscar. Ahh, antes que eu me esqueça, por um bom tempo, essa prova será em inglês, sem querer, transformaram inglês em uma competência fundamental do analista de negócios.
O terceiro é segundo grau completo. Não tenho muito a dizer a respeito disso, meu pai, por exemplo, não poderia se candidatar à certificação, mas acredito que não está nos planos dele. Como hoje precisamos de segundo grau para tudo, é algo meio pro forma, para diminuir a fila. Isso me lembra quando solicitavam terceiro grau para o cargo de webdesigner lá em 2000 (hoje temos cursos específicos, mas na época era para diminuir a fila mesmo).

O quarto são vinte e uma horas de treinamento em cursos relacionados à análise de negócios nos últimos quatro anos. Acho que nesse quesito o IIBA® foi bastante bondoso, são umas cinco horas por ano em média, contudo, existe um porém: esses cursos precisam ser oferecidos por Endorsed Education Providers (EPPs), algo como provedores endossados de educação. Trata-se de empresas que tiveram seus cursos avaliados pelo IIBA, seu conteúdo possui relação com as áreas de conhecimento do BABOK® ou com as competências fundamentais (veja o resumo do BABOK® para saber do que estou falando).
Aqui quero ressaltar que aqui no Brasil já temos pelo menos duas EPPs oferecendo cursos válidos para a certificação, a IIL Brasil e a Noble Inc. Brasil. Note que as duas tem “Brasil” no nome, ou seja, são empresas estrangeiras trazendo seus cursos já endossados para o país.
A ILL Brasil não deixa claro na página do curso se o mesmo conta para a certificação, mas no rodapé consta que é uma EPP, ou seja, deve contar.A Noble Inc. Brasil faz questão de deixar isso bem claro com uma chamada em quase todas as páginas do seu site. Como tenho relações com a Noble Inc. Brasil, é dos seus cursos que vou falar.
São 11 anos desenvolvendo e ministrando cursos para analistas de negócios.Se fizermos as contas, veremos que a Noble é mais antiga que o IIBA®, seus proprietários participaram da criação do instituto, ou seja, acho que ela é que deveria ter endossado o IIBA, e não o contrário
Esses 11 anos de trabalho geraram um conjunto magnífico de 15 cursos que começam pelo “Curso de impacto do analista de negócios”, no qual os alunos são submetidos a 16 horas de análise de negócios pura na veia, repleta de exercícios práticos e ferramentas que podem aplicar no dia seguinte (e aplicam).
Se você está pensando na certificação CBAP, garantir as suas 21 horas de cursos relacionados é um bom começo, uma vez que você adquire pontos válidos por quatro anos e aprende muito do que é necessário para superar o segundo critério (conhecimento do BABOK®) para a certificação.
Bom, com o merchant do post garantido, voltemos aos critérios.
O quinto e último são duas cartas de referências. Elas podem ser elaboradas por superiores - estamos falando de hierarquia mesmo, não de pessoas propriamente superiores, ou seja, chefe vale – por clientes internos ou externos às organizações nas quais você atuou (acho mais confiáveis) ou de um CBAP®.
Essa de um CABP® poder te recomendar parece coisa de sociedade secreta, lembra os primeiros meses do Orkut durante os quais você precisava ser convidado para entrar, mas faz sentido, acho que é a primeira autoridade de fato de um CBAP®, poder recomendar outras pessoas a se tornarem um também.
Bem, regra é regra. Fico imaginando a dificuldade de defini-las uma vez que as decisões afetam o futuro da certificação.
As informações sobre os critérios foram tiradas do site do IIBA SP, a página contém um curto, mas ótimo item chamado “Algumas dúvidas comuns sobre certificação”, não deixe de ler.
Ah, e quanto a mim? Quando vou me certificar? Bem, vou seguir o conselho do Howard Podeswa. Sou totalmente a favor da certificação CBAP®, mas vou com calma, no meu ritmo. Quero fazer direito.
Tenho a experiência necessária, estou estudando o BABOK, fazendo os cursos, tenho o segundo grau completo desde 92 e comecei a pensar quem serão as vítimas das cartas de recomendação.
Para não dizer que não compro o que recomendo, estou planejando um mega investimento em cursos de análise de negócios para 2010, presenciais e on-line.
E você?